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20/05/2017

Como plantar gengibre ornamental

Como Plantar Gengibre Ornamental - Como Cultivar

Como plantar gengibre ornamental

Nem sempre, quando juntos, sorvete e gengibre referem-se a uma combinação exótica de sobremesa refrescante. Na flora, por exemplo, a associação de ambos está relacionada ao nome e à aparência da Zingiber spectabile, flor conhecida como gengibre ornamental, mas apelidada de sorvetão, por causa do seu formato cilíndrico de até 12 centímetros de diâmetro sustentado por uma haste. 

O gengibre Ornamental, também chamada de gengibre magnífico, a planta asiática é apreciada para integrar jardins de praças, parques, residências, entre outros estabelecimentos públicos ou privados. Exuberante na forma e na apresentação de cores, participa de diversos projetos paisagísticos, fazendo dela uma flor comercial rentável para o produtor. Usada em renques próximos a muros ou em maciços em áreas abertas, a opção em corte, no entanto, tem aumentado a procura para composição em arranjos em vasos.

À medida que envelhecem, as folhas (brácteas) passam do amarelo-brilhante ao róseo-avermelhado, finalizando com um intenso vermelho-escuro. Com aroma que lembra o gengibre, lanceoladas e aveludadas na parte inferior, são sustentadas por uma estrutura fina que pode chegar a 2,50 metros de altura, embora varie, em média, de 30 a 80 centímetros.

O gengibre ornamental é uma planta herbácea, robusta e perene, pertencente à família Zingiberaceae, que engloba cerca de 85 espécies no gênero Zingiber. Resistente ao manuseio e a doenças, tem grande durabilidade, podendo ser cultivada em diferentes locais com alta produção. Por ano, tem capacidade de gerar até 100 hastes florais em cada touceira.

A beleza tropical da planta é requisitada no mercado internacional. Os principais importadores são americanos, canadenses e europeus. Nativa da Malásia, atualmente os maiores produtores são Filipinas, Tailândia, Estados Unidos (Havaí), Jamaica, Colômbia e Equador. Por aqui, ainda não tem cultivo em grande escala, oferecendo uma boa oportunidade de negócio para o agricultor.

Outros fatores que favorecem o plantio do sorvetão são o crescimento rápido e a facilidade no trato cultural, que demanda podas de limpeza, com a retirada de folhas e outras partes da planta quebradas, secas ou doentes; adubações frequentes, principalmente no início da primavera; irrigação constante; e controle de pragas, como ácaros, nematoides, formigas e pulgões, e de algumas doenças. A ocorrência da podridão de raízes e rizomas é facilitada em cultivos instalados em local com drenagem insuficiente.

Embora possa ser plantado o ano inteiro, o gengibre ornamental tem a possibilidade de entrar em dormência no inverno. Por isso, deve ser protegido em estufas durante períodos de frio rigoroso.

Como plantar gengibre ornamental

Como Plantar


Início: Analise a demanda do mercado local para traçar um plano de plantio com bons rendimentos. É importante também conversar com produtores experientes no cultivo da planta, além de paisagistas e floricultores.

Ambiente: Parcialmente sombreado é o preferido do gengibre ornamental, pois, exposto diretamente ao sol, corre risco de queimaduras. A luminosidade, no entanto, é importante para favorecer a produtividade da planta. A faixa de temperatura adequada para o desenvolvimento da flor é entre 22 ºC e 35 ºC, com umidade relativa do ar entre 60% e 80%.

Propagação: A mais indicada é realizada por divisão de touceira, quando se separam rizomas com 6 a 12 centímetros de comprimento. O rizoma, que deve manter junto uma porção do pseudocaule, precisa ser limpo e tratado com defensivos.

Plantio: Se faz, em geral, em covas de 50 por 50 por 50 centímetros, com espaçamento de 1,5 metro entre plantas e 2 metros entre linhas, em solo rico em matéria orgânica e boa capacidade de retenção de umidade, além de bastante fértil. Assegure a irrigação frequente  e a drenagem eficiente.

Espaçando: De 2 metros entre plantas e de 3 metros em fileiras simples, permite o plantio, em média, de 1.667 plantas por hectare. Esse espaçamento grande permite, mesmo com as touceiras adultas, a circulação entre as linhas de plantio para colheita e manejo e melhor uso do solo, que pode ser plantado com outras espécies de ciclo menor até que as touceiras cresçam. 

Adubação: A pós-safra é realizada em três parcelas com intervalos de três meses. Inicia-se pela formulação 14-28-14, na dosagem de 150 gramas por cova, seguida pelas 15-15-15 e 15-03-31, ambas na quantidade de 200 gramas por cova. Todas adicionadas de micronutrientes. Repita a última fórmula um trimestre antes da safra de flores. Em forma de quelatos, aminoácidos ou metalosatos, a adubação foliar com fertilizantes, na fórmula 20-20-20 mais micronutrientes ou 20-20-20 mais 2% de magnésio, deve ser utilizada na dose de 1,5% a 3% a cada semana por seis meses, passando, então, a ser quinzenal até o aparecimento das primeiras flores.

Irrigação:  Pode ser por infiltração, microaspersão ou aspersão convencional (que tem conferido os melhores resultados, por conservar a umidade relativa do ar alta). É preciso manter o solo úmido, mas sem excessos.

O florescimento inicia-se entre oito meses e um ano e meio após o plantio. Cada touceira produz, em média, 70 inflorescências, que devem ser colhidas com o talo inteiro, com 15 a 20 centímetros de comprimento. Se  a plantar for bem hidratada antes da colheita, as inflorescências terão boa durabilidade. Corte as hastes nas primeiras horas da manhã seguinte à noite em que a cultura foi irrigada e conserve- as em água. Após a safra, o sorvetão deve ser todo podado rente ao solo para iniciar um novo ciclo de produção.

Resumo:

Solo: rico em matéria orgânica, fértil e drenado

Clima: são adequadas temperaturas entre 22 ºC e 35 ºC e umidade entre 60% e 80%

Área mínima: pode ser plantado em canteiros, vasos e jardineiras

Colheita: de 8 a 18 meses após o plantio inicia-se o florescimento

Fonte - Revista Globo Rural

Como Plantar Dália

Como Plantar Dália - Como Cultivar

Como Plantar Dália

Basta dar uma olhada em um canteiro de dálias (Dahlia pinnata Cav.) para admirar como a natureza é caprichosa. Com vários formatos e cores diferentes, a flor é uma excelente representante da beleza que pode surgir da terra. A variedade e a exuberância de cada uma delas favorecem suas vendas, permitindo ao produtor que se dedica ao cultivo da espécie lucrar com a atividade.

De trato fácil, a dália é uma planta semi-herbácea e perene, que se desenvolve com rapidez e tem vida longa. É mais indicada para cultivo em jardins, mas também é plantada em vasos e comercializada em corte. Por aqui, o cultivo da flor pertencente à família Asteraceae ocorre em todo o território nacional, com florescimento sazonal predominante durante os meses da primavera e do verão.

Simples, dentada ou dobrada, a dália possui grande número de cultivares com diferentes portes, cores e formas variadas. Existe dália branca, vermelha, alaranjada, rosa, amarela, roxa, mesclada, com capítulo floral tipo pompom, bola, cacto, colarete, anêmona, entre outros. As diversas versões são resultado de muito melhoramento genético realizado ao longo dos anos.

O tamanho das inflorescências oscila bastante, sendo encontradas com diâmetros de 5 a extensos 30 centímetros para uma flor. Ereto, o caule da dália pode ultrapassar 2 metros de altura, embora atualmente as variedades mais cultivadas possuam no máximo 1 metro. Tem um destacado efeito paisagístico onde são plantadas. O porte combinado com a riqueza de tons faz a planta ser muito apreciada para preencher jardins de residências, chácaras, praças e parques. 

Mesmo quando a variedade é alta, a dália tem possibilidade de ser cultivada em vasos, desde que os recipientes sejam grandes. A partir de 90 centímetros, recomenda-se o uso de estacas para apoio. Em vasos ou em corte compondo arranjos florais, a dália é também flor para decorar ambientes internos. Embeleza e perfuma cômodos de casas, escritórios e outros estabelecimentos privados e públicos.

A planta ainda conta outras utilidades. As pétalas são comestíveis e as raízes podem ser cozidas para consumo como hortaliça ou para extração de extrato doce, chamado de dacopa, que é utilizado como bebida ou aromatizante em cafés, chás, chocolates e sorvetes. Do amido abundante na raiz também pode se extrair frutose, o adoçante indicado para diabéticos.

A dália é muito popular no México, onde foi descoberta, durante o período asteca, por índios que se alimentavam das raízes tuberosas da planta. De lá, espalhou-se pela Europa mais tarde, se adaptando ao clima temperado do continente, apesar de ser uma flor que não suporta as temperaturas muito baixas registradas nos países europeus.

Como Plantar Dália

Como Plantar


Início: Dálias desenvolvidas a partir de sementes são plantas anuais comumente vendidas com cores misturadas. Já plantios com uso de tubérculos permitem obter flores de um tom escolhido previamente. Na hora da compra, opte pelos tubérculos maiores, para produção de flores grandes e abundantes. Assegure a aquisição de exemplares saudáveis, sem cortes e sinais de apodrecimento na superfície, partes amolecidas ou secas.

Local: Deve contar com bastante luz. Ao menos por algumas horas do dia, mantenha-as diretamente sob luz solar. Proteja as plantas de ventos, pois seus ramos quebram-se facilmente devido ao peso das flores. Climas tropicais e subtropicais são os preferidos da dália, com temperaturas na faixa de 13 ºC a 25 ºC. Embora possa ser cultivada em diversas condições climáticas, não tolera geadas.

Propagação: Pode ser feita por sementes diretamente no solo ou em sementeiras, para ser transplantadas para o local definitivo. Ainda há as opções por raízes tuberosas e por estacas de ramos semilenhosos.

Plantio:  É possível em qualquer solo. Porém, não pode ser ácido demais nem alcalino em excesso. Indica-se pH entre 6,5 e 7. Os melhores são os solos argilosos, bem drenados e ricos em matéria orgânica. Por meio de sementes, o plantio deve ser realizado no local definitivo a no máximo 0,5 centímetro de profundidade ou em sementeiras, de onde as mudas devem ser transplantadas a partir de 8 centímetros de altura. A germinação leva de uma a três semanas. Se for plantar raiz tuberosa, enterrar no máximo a 15 centímetros, deixando para cima o lado que irá originar o caule. Em seguida, irrigue. Adote o mesmo procedimento em vaso, porém, use substrato com maior proporção de solo e matéria orgânica. No caso, indica-se plantio de variedades de porte baixo. Deixe o vaso em local que tenha incidência de pelo menos quatro horas de luz direta e assegure a aplicação de regas frequentes.

Espaçar: Para as variedades de porte baixo, cultivadas como anuais em canteiros, utilize espaçamento de 30 a 50 centímetros entre plantas. Já se for plantar variedades maiores, o espaçamento varia de 50 a 90 centímetros.

Adubação: A flor é exigente em adubações ricas em fósforo e potássio, por isso, se for utilizar adubos químicos, opte por formulações do tipo 4-14-8 de NPK, que favorecem melhor o florescimento e dão maior resistência às hastes. Utilize adubos orgânicos como complementos.

O período de maior florescimento ocorre na primavera e no verão. O cultivo como flor de corte ainda é pouco estudado, contudo, para arranjos, a haste da dália deve ser cortada nas primeiras horas do dia e, então, bem hidratadas, embaladas e resfriadas a 10 ºC para maior durabilidade.

Resumo

Solo: ligeiramente ácido, argiloso, rico em matéria orgânica e bem drenado.
Clima: tropical e subtropical.
Área mínima: vaso é uma opção para o plantio.
Colheita: da primavera até o verão.

Fonte - Revista Globo Rural

20/11/2016

Como plantar minimargaridas

Como Plantar Mini Margaridas


Como plantar mini margaridas


Descrição

Variedades de margaridas estão mais comuns em floriculturas, bancas de flores e outros pontos de venda de plantas no varejo. De cores e tamanhos diversos, em vasos ou em cortes, agradam a todos na decoração de diferentes ambientes, seja em residências, escritórios ou espaços públicos. Entre as mais de 20 mil espécies de margaridas, o equivalente a mais de 10% das flores existentes no mundo, as miniaturas se destacam pela graciosidade do porte reduzido dos botões.

Pequenas e delicadas, as margaridinhas, como também são chamadas na versão mini da flor, têm miolo amarelo, cercado por pétalas de diversos tons. Semelhante aos exemplares convencionais, se adaptam a qualquer clima e se proliferam facilmente, mesmo em solos mais secos. No entanto, terrenos com bastante matéria orgânica, boa capacidade de drenagem e estrutura dão suporte para garantir uma planta anual.

O ano inteiro de cultivo ainda é possível quando as matrizes são mantidas sob iluminação especial, porém, essa alternativa exige instalações e mão de obra especializada. Dependendo da variedade, as minimargaridas podem atingir até 1,2 metro de altura, em um ciclo de 13 semanas dentro de estufas.

Nas regiões Sul e Sudeste, as margaridinhas vegetam naturalmente no fim do verão e durante o outono, período em que os dias começam a ficar mais curtos e levam as plantas à floração. Fáceis de plantar, elas não precisam de desbaste de flores e galhos, pois a intenção do cultivo é mesmo obter uma grande quantidade de botões. Um plantio caseiro pode ser feito com base nas instruções das embalagens de sementes disponibilizadas pelos fabricantes.

Antigamente, as minimargaridas eram mais plantadas no campo, mas, ao longo dos anos, com a formação de vilas e cidades, as praças passaram a ser ornadas com espécies que poderiam ser cultivadas sistematicamente. Pertencente à família Compositae, as margaridas em miniatura possuem boa quantidade de pólen e néctar, atraindo muitos insetos polinizadores. 


Como plantar mini margaridas

Como plantar


Embora não seja difícil plantar as minimargaridas, é bom seguir orientações de quem já tem experiência no cultivo. Em pequenas quantidades, as variedades mais baixas podem ser plantadas a partir de sementes em vasos. Uma opção também é utilizar mudas compradas prontas de viveiristas com referências para o plantio de exemplares mais altos. Evite, no entanto, as que crescem muito, pois a altura pode dificultar a sustentação da planta, que acaba necessitando de um suporte.

Local e ambiente: É necessário que o plantio ocorra em local com boa incidência de sol, até mesmo pleno durante todo o dia. Em regiões de clima subtropical, as minimargaridas costumam ficar dormentes durante o inverno. Se não forem protegidas em períodos de geadas, podem ser danificadas. Em estufas, o plantio deve contar com ventilação.

Plantio: As instruções para o plantio a partir de sementes estão, em geral, apresentadas pelos próprios fabricantes nas embalagens. No caso de mudas, indica-se o uso de sementeiras em local com luz e temperatura amenas. Para evitar competição entre mudas, coloque-as em sacos individuais. Após uma semana, são transplantadas para canteiros com um metro de largura. O local deve ter pouco vento e sol direto até o entardecer. Iluminação e regas constantes permitem o bom desenvolvimento das minimargaridas nos primeiros 30 a 45 dias.

Adubando: Recomenda-se solo rico em matéria orgânica, com boa drenagem e adubação com fórmula 4-14-8 (N-P-K). A cada semana reponha quantidades de nitrogênio e potássio, caso ambas as substâncias não sejam fornecidas pelo esterco curtido utilizado. Encerre a adubação quando os botões estiverem bem formados.

Cuidados: Para o controle de pragas e doenças, é importante adotar medidas preventivas e que não agridam o meio ambiente. Contudo, certos ataques só podem ser combatidos com o uso de inseticidas. Coloque uma planta doente ou atacada em um saco plástico bem fechado e com jornal umedecido dentro. Leve o material para um agrônomo ou técnico da área analisar e identificar o produto adequado para aplicação. Também retire ervas daninhas e folhas manchadas da plantação e verifique se há necessidade de ventilação, devido à umidade em excesso próxima ao solo.

Floração: De sete a dez dias é o tempo que se leva para germinação, crescimento e transplante da muda para o campo. A partir daí, mais 12 a 13 semanas são necessárias para se completar o ciclo da cultura. O surgimento de botões é visível a olho nu e o aparecimento de cores neles indica o desenvolvimento das hastes florais. A comercialização de plantas com botões fechados favorece as vendas no mercado, principalmente as que possuem tons mais comuns, como branco, amarelo, nuances de vermelho e misturas variadas. 


Resumo

Solo: areno-argiloso, fértil, rico em matéria orgânica e bem drenado
Clima: quente e não tolera geadas
Área: pode ser cultivada em vasos
Colheita: de 50 a 60 dias após o plantio


Fonte Revista Globo Rural

Como plantar alecrim

Como Plantar Alecrim - Como Cultivar


Como plantar alecrim

Descrição

Desde a antiguidade o alecrim (nome científico - Rosmarinus officinalis L.) é conhecido pelos benefícios que oferece à saúde humana. Na Grécia antiga, época em que a espécie era considerada fortificante para o cérebro e para a memória, estudantes gregos chegavam a usar ramos da planta atrás da orelha para se sair bem nos exames escolares.

Rico em substâncias como pineno, cânfora, borneol, cineol, ácidos orgânicos, saponinas e taninos, o óleo essencial do alecrim é utilizado para ativar a circulação sanguínea, no combate a hemorroidas e depressão e como antisséptico e antioxidante. Misturado com pedacinhos de gengibre, o chá de alecrim alivia a inflamação e o ardor de gripes e resfriados.

Arbustiva, ramificada, lenhosa e perene, a árvore do alecrim chega a atingir até 2 metros de altura e pode produzir por mais de 10 anos. Originária da região costeira do mar Mediterrâneo, foi trazida para cá pelos colonizadores europeus. A planta, pertencente à família botânica Lamiaceae, tem gênero botânico derivado do latim ros marinus, que significa “orvalho do mar”.



Aproveitamento

Para quem não tem tempo para se dedicar à cultura, o plantio de alecrim é uma boa escolha. Por ser tolerante à seca, pode passar até três dias sem receber regas, possibilitando ainda seu cultivo em locais áridos e pedregosos. Plantios em pequenos espaços, como jardineiras ou vasos de tamanho médio e grande, são alternativas que agradam, pois deixa o alecrim sempre à mão para pegar um galhinho na hora de acrescentar no preparo de uma refeição ou de um chá. 

Entretanto, exemplares plantados em solo apresentam melhor desenvolvimento.
A planta também tem uso na indústria cosmética, de perfume e de produtos de higiene pessoal. O aroma característico do alecrim apresenta ação repelente a insetos. Na cozinha, dá um toque de frescor no tempero de diferentes tipos de carnes, batatas, tomates, abobrinhas, berinjelas e outras hortaliças. É ainda apreciado como ingrediente de omeletes e aromatizador quando acondicionado em frascos de vinagres e azeites.

Vigorosa em locais bem iluminados, a florada do alecrim oferece alimento para a abelha, permitindo ao inseto a produção de mel de ótima qualidade. De tonalidade rosa, azul ou violeta, as flores dão a opção de a planta ser cultivada para ornamentação de jardins e ambientes que tenham incidência de raios solares.


Como plantar alecrim
 
Como Plantar
 

Geralmente produzidas em viveiros de plantas ornamentais, as mudas de alecrim podem ser facilmente encontradas no mercado de flores de centrais de abastecimento. Há empresas que produzem mudas por meio de micro-propagação, cujos exemplares são mais indicados para plantios em larga escala. Se a intenção for adquirir sementes, podem ser compradas no varejo agropecuário, inclusive via internet. Porém, seja qual for o material e independente da origem, deve ser de boa procedência e isento de contaminações.

Local: Desde que não tenha temperaturas extremas, o clima pode ser variado para o plantio de alecrim. Temperado e tropical, no entanto, são os preferidos pela cultura. É bom evitar locais com excesso de umidade, já que o alecrim enfrenta dificuldades para se desenvolver em regiões com muita chuva. A planta gosta principalmente de luminosidade, por isso deve receber luz solar diretamente por, pelo menos, cinco horas diárias.

Método: É melhor propagada através do plantio de "ponteiros" (estaquia) de 10 a 15 centímetros diretamente no substrato. Mantenha o solo bem úmido até o enraizamento, o que leva de um a dois meses em regiões onde o inverno é ameno e cerca de um ano, onde é frio. A muda deve permanecer em viveiro até o transplante em local definitivo. A época mais indicada é entre os meses de setembro e novembro em solo areno-argiloso, leve, bem drenado e com pH neutro ou pouco alcalino, entre 7 e 7,8.

Espaçando: Recomenda-se 0,8 metro entre plantas. Em cultivos de alta densidade, pode variar de 0,8 a 1 metro por 0,5 a 0,8 metro. Use covas de 15 x 15 centímetros com 1,2 quilo de composto ou esterco.

Cuidados: Regas podem ser aplicadas logo no início do plantio e enquanto o alecrim é jovem. À medida que se desenvolve, porém, passe a diminuir a frequência com a finalidade de manter o solo levemente seco. Como o alecrim não tolera terrenos encharcados, a irrigação deve ser esparsa. Apesar de a poda não ser necessária para a saúde da espécie, o corte de alguns centímetros dos galhos na primavera ajuda a manter o formato da planta.

Floração e produção: O alecrim está pronto para ser colhido cerca de 90 dias após o início do plantio. Contudo, o ideal é que se espere até o segundo ou terceiro ano de cultivo, quando estiver bem formado. Durante a primavera, retire da planta a 15 centímetros do solo 50% dos ramos, no máximo, limite que não prejudica o desenvolvimento da planta. Se o interesse for colher duas vezes ao ano, uma colheita deve ser no outono na metade superior do alecrim e a outra, na primavera a 50 centímetros do terreno.


Resumo

Solo: areno-argiloso, leve e bem drenado
Clima: temperado e tropical
Área mínima: pode ser plantado em jardineiras e vasos


Fonte Revista Globo Rural

Como plantar hortênsia


Como plantar calêndula

Como Plantar Calêndula - Como Cultivar


Como plantar calêndula

Descrição

A calêndula é uma planta que depende de muitas horas de exposição direta ao sol, a calêndula (nome científico - Calendula officinalis) encontra aqui clima e ambiente ideais para o seu desenvolvimento. Para o produtor, a vantagem está na boa aceitação do mercado pela flor decorativa. De coloração amarela ou laranja, compõe vasos e forma maciços em canteiros de jardins.

Sensível à falta de água, a calêndula pode ter a produtividade comprometida durante estiagens. Por isso, o plantio da flor demanda sistemas de irrigação nas áreas onde ocorrem períodos de seca. O controle de pragas e doenças deve ser realizado com produtos registrados para a cultura. Para o cultivo orgânico, há inseticidas e fungicidas alternativos e sustentáveis disponíveis no mercado.

Propriedades

 
A calêndula ainda é aproveitada pela sua extensa lista de propriedades consideradas popularmente como fonte de benefícios à saúde. Com as pétalas, faz-se um chá que ajuda no combate a úlceras, colite e outras doenças do estômago. A bebida também contribui no tratamento de conjuntivite, dores de garganta e gengivas infectadas. A combinação de folhas e flores friccionadas é indicada para acelerar cicatrizações, procedimento que médicos nos campos de batalha durante a guerra civil americana adotaram para tratar ferimentos de soldados.



Como plantar calêndula

Como Plantar

 
Início: Mudas prontas podem ser adquiridas de viveiristas ou pode-se fazer a semeadura das sementes em bandejas de 72 ou 128 células. Quando as mudas estiverem com dois pares de folhas e com cerca de 10 centímetros de altura, estão prontas para o transplante no campo. As variedades disponíveis para plantio incluem calypso laranja, candyman laranja anã, bon bon e erfurter orangefarbige, que não é indicada para a extração de óleo.

Local: Tem bom desenvolvimento em locais com alta luminosidade, principalmente onde há sol pleno. Indica-se, pelo menos, quatro horas de exposição direta aos raios solares. Adapta-se bem a diferentes climas e tolera o frio, porém, não resiste a temperaturas extremas.

Plantio: A semeadura deve ser realizada nos meses de julho a agosto. Para cultivo em larga escala no campo, recomenda-se o acompanhamento de um profissional da área. O solo deve ser fértil e bem drenado, com alto teor de matéria orgânica, profundos e permeáveis. O espaçamento deve ser de 0,50 metro entre as linhas e 0,30 metro entre as plantas no campo.

Em vasos: Para cultivo em vaso ou jardineiras, misture parte de terra comum de jardim com uma parte de terra vegetal e duas partes de composto orgânico. Regue regularmente, pois é importante mantê-lo úmido. Pode ser dia sim, dia não, mas todos os dias durante os meses mais quentes. Contudo, não pode ser encharcado, condição que apodrece as hastes e também permite o ataque de doenças fúngicas.

Adubação: Deve ser equilibrada, fundamental para a obtenção de plantas saudáveis e produtivas. É importante assegurar o desenvolvimento da calêndula incorporando adubação nitrogenada. A adição ao solo de nitrogênio e de fósforo, na forma de ureia e de superfosfato triplo, possibilita a obtenção de plantas mais altas e maior produção de flores.

Cuidados: Com pragas como pulgões, ácaros-da-aranha, tripés, folha-mineiros, gafanhoto e lesmas. A calêndula também é suscetível ao ataque de vários tipos de murchas, doenças que causam a destruição da planta contaminada. Podem ainda ocorrer outras enfermidades como podridão de raiz e mofo.

Floração: A calêndula floresce quase todo o ano, exceto em períodos de estiagem. A floração mais intensa ocorre no final da primavera até no final do verão. As flores abrem ao nascer do sol e fecham ao entardecer e, dependendo do ambiente, suas estruturas florais podem ter variações de cor e tamanho. A colheita deve ser feita em plena floração.

Resumo

Solo: fértil
Clima: tolera frio, mas prefere dias ensolarados
Área mínima: pode ser plantada em vaso ou floreira
Colheita: quando as flores estiverem plenamente abertas


Fonte Revista Globo Rural

18/11/2016

Como plantar estrelícia

Como Plantar Estrelícia - Como Cultivar

Como plantar estrelícia

Conhecida como Ave-do-paraíso, a estrelícia (Strelitzia reginae) é uma planta de aparência exótica e cores vivas muito apreciada para ornamentação de ambientes. Tem apelo comercial que assegura as vendas como flor de corte, para realização de arranjos decorativos para salas residenciais, escritórios, salões de festas, entre outros locais.

A estrelícia também é bastante requisitada para cultivo em jardins por suas touceiras exuberantes a pleno sol. É resistente ao vento, e pode ser plantada para embelezar frentes de casas, prédios e estabelecimentos diversos, além de praças e parques. Uma boa escolha para seguir o contorno das beiradas de caminhos em entradas de sítios e chácaras.

Quando bem formada, uma única touceira pode produzir até 20 hastes florais por ano. Mas as flores vistosas e de qualidade nascem apenas após o quarto ano de plantio. Para não atrasar o desenvolvimento das estrelícias e contar apenas com hastes firmes, agricultores experientes descartam as que surgem nos primeiros quatro anos de vida.

Pertencente à família Strelitziaceae, a estrelícia é uma espécie subtropical que atinge até 1 metro de altura. Sensível à variação da temperatura, apresenta maior tendência de crescimento nas épocas mais quentes, especialmente em uma faixa que vai de 22 ºC a 25 ºC.



Como plantar estrelícia

Na extremidade da haste, as inflorescências surgem a partir de uma folha modificada (bráctea) de tom avermelhado. Ela envolve as flores, que são compostas por quatro pétalas grandes em forma de seta, sendo duas de cor alaranjada e duas azuis, que se abrem sucessivamente. Ao serem polinizadas por pássaros e insetos, geram frutos secos, duros e cheios de sementes envolvidas por uma camada carnosa alaranjada coberta por uma capa protetora negra.

Plantando Estrelícia


A principal variedade comercial de estrelícia para flor de corte é a Strelitzia reginae. Para uso como planta de jardim, as opções por aqui são as de porte alto S. nicolai, S. angusta e o resultado do cruzamento entre as duas, a S. Kewensis.

Propagação: Se por sementes, é necessário quebrar a capa que as envolve dando um banho em ácido sulfúrico por um período de cinco a dez minutos. Em seguida, lave-as em água corrente e faça a semeadura em canteiros com substrato leve e rico em matéria orgânica. Em boas condições, germinam em 20 a 30 dias. Apesar de levarem de quatro a seis anos para a produção de hastes de 1 metro de comprimento, as plantas podem durar de 20 a 25 anos. A propagação por divisão de touceiras (rizomas) tem a vantagem de produzir mais precocemente. Mais recente, outro método é o cultivo in vitro, que demanda domínio da técnica e laboratório especializado.

Local: A estrelícia desenvolve-se bem em regiões com clima subtropical. Exige insolação plena pelo menos durante metade do dia. Sombreamento, somente se for leve, não devendo passar de 30%. Gosta de umidade relativa do ar a 70% e tem tolerância a geadas não intensas.

Plantando: Deve ser em solo profundo, ligeiramente ácido e rico em matéria orgânica e com bom suprimento de água, mas não encharcado. Prepare bem a terra, eliminando os torrões. Evite áreas com declividade, pois a planta não faz uma boa cobertura de solo.

Espaçando: São indicadas medidas de 1 metro entre plantas e 2 metros entre linhas. Nas covas, coloque 10 litros de esterco bem curtido. Como alternativa, recomenda-se a adição de 300 gramas de fertilizante com formulação 4:14:8 por cova no início da primavera e outra no verão. Também é opção o uso mensal de fertilizantes nitrogenados (sulfato de amônia) em porções de 10 gramas por touceira. As doses ou a frequência de adubação, contudo, devem ser feitas por recomendação técnica segundo a análise de solo.

Regas: Indicada para manutenção do solo úmido, mas sem que ocorra encharcamento. Durante o verão, realize duas irrigações por semana. O uso de cobertura morta ajuda a reduzir a evaporação de água e mantém a umidade e a temperatura do solo.

Cuidados: Assegure a sanidade das mudas, o bom preparo do solo e as pulverizações com inseticidas e fungicidas para manter a planta produtiva caso ocorra incidência severa de pragas ou doenças.

Floração: Quando a primeira flor abrir, a estrelícia chegou ao ponto de colheita. Por ser quebradiça, é importante ter cuidado no manuseio. As hastes florais são colhidas com tesoura de poda ou faca limpa e afiada. Em média, a cada dois dias surge uma nova flor. Pode ser armazenada em câmara fria, com temperatura em torno de 10 ºC, por até dez dias.


Resumo





Solo: profundo, levemente ácido e rico em matéria orgânica
Clima: prefere temperaturas entre 22 ºC e 25 ºC
Área mínima: pode ser plantada em vaso
Colheita: inicia-se assim que abrir a primeira flor


Fonte: Revista Globo Rural

Como plantar gérbera

Como Plantar Gérbera - Como Cultivar

Como plantar gérbera

Com cerca de duas dezenas de tonalidades, que vão do branco ao vermelho, a gérbera é uma flor ideal para embelezar ambientes com cores intensas e vibrantes. Plantada em vasos ou disposta em arranjos florais, ela decora tanto salas residenciais quanto estabelecimentos comerciais, como escritórios, consultórios, lojas e, inclusive, espaços para eventos. Por isso a gérbera é muito procurada em floriculturas, centrais de abastecimento e gôndolas de flores disponíveis em supermercados, o que mostra que sua produção pode ser uma atividade rentável para quem tem interesse em trabalhar com cultivo de plantas.

Muito popular e comum, a gérbera é uma planta herbácea, perene e fácil de ser cultivada, seja em vasos, jardins, canteiros ou floreiras. Não é muito exigente, e tem boa adaptação em regiões de clima seco. Como é rústica, tolera solos mais secos, porém, em períodos de pouca chuva, deve contar com regas regulares, de uma a duas vezes por semana.

O cultivo da flor, deve ser realizado em local bem arejado e onde há incidência de sol. Propaga-se por sementes, tem em geral na segunda floração uma aparência bem mais vistosa. Com até 40 centímetros de altura, ela conta com variedades para corte e para plantio em vasos (que são exemplares de desenvolvimento mais compacto).

A gérbera pode ser encontrada em vários países a partir de cultivares oriundos da hibridização entre Gerbera jamesonii e Gerbera viridifolia – realizada na África do Sul. Os japoneses, em 1980, foram os primeiros a desenvolver variedades da flor para plantio em vasos, o que trouxe um avanço para a difusão da cultura. A alternativa em relação ao cultivo no solo evita a ocorrência de doenças e facilita a nutrição da planta.


Como plantar gérbera

Pertencente à família das Asteraceae, que inclui o girassol e a margarida, a gérbera possui uma haste longa e reta que dá sustentação ao que é chamado em botânica de capítulo – inflorescência formada de várias pequenas flores protegidas por folhas modificadas, denominadas brácteas. Quando associadas e mais desenvolvidas que as floretas reunidas em uma base circular, como na gérbera, as brácteas assumem forma, textura e cores e acaba sendo comum confundi-las com pétalas.

Plantando Gérbera


Sementes de gérbera podem ser adquiridas em lojas de produtos agropecuários, floriculturas, supermercados e empresas especializadas. Cada semente produz uma touceira com flores diferentes das demais, enquanto exemplares mais uniformes são conseguidos com mudas micropropagadas, cujas vendas ocorrem em viveiros.


Plantio: O solo para o plantio de gérbera deve contar com boa drenagem, pois a planta não tolera encharcamentos. O nível de fertilidade do solo deve ser de médio a alto e o pH ligeiramente ácido. Use a adubação orgânica ou a combinação NPK na proporção 4-10-8. No caso de mudas micropropagadas, coloque-as no centro da cova aberta e sob parte do substrato – que pode ser fibra de coco. Em seguida, complete o preenchimento da cova.


Vasos: Com tradição de plantio em solo, hoje a gérbera tem seu cultivo mais indicado em vasos por evitar a ocorrência de doenças e facilitar a nutrição da planta. Para conseguir um crescimento mais acentuado das hastes florais, recomenda-se o uso de substratos compostos de vários tipos de materiais. Fibras de coco são vendidas em lojas de implementos e insumos agrícolas.


Como espaçar: Cultivos em solo devem ter covas abertas, com capacidade para três a cinco litros – o equivalente a 0,15 a 0,2 metro de diâmetro e espaçamento em torno de 0,3 a 0,4 metro.


Quais os cuidados: Sem excesso, regue o plantio de gérberas de uma a duas vezes por semana. Dê preferência para fazer as irrigações durante os períodos mais secos. Estimule o surgimento de novas brotações com a realização, na fase final da floração, de podas rentes ao solo. Também é necessária a prática de podas de limpeza com o objetivo de retirar da planta as folhas velhas ou mortas.


Florada: De um a dois meses após o plantio, a gérbera floresce. A planta pode ser mantida em vaso por dois anos, período que coincide com o do uso do substrato. No cultivo para corte, as hastes devem atingir de 0,3 a 0,4 metro. 


Resumo

Solo: fértil e com boa drenagem
Clima: seco
Área de plantio: mínimo, pode ser em vaso

Floração: ciclo total de cultivo é de dois anos


Fonte: Revista Globo Rural

Como plantar petúnia

Como Plantar Petúnia - Como Cultivar

Como plantar petúnia

A petúnia é uma das flores  mais cultivadas para fins comerciais do país, para o mercado nacional e internacional. A maior área produtora do país encontra-se em Holambra, interior de São Paulo, graças ao seu clima ameno, propicia excelente desenvolvimento para a flor.

Por aqui, a maior parte das petúnias existentes é híbrida, com altura entre 15 e 30 centímetros, de acordo com o tamanho do vaso. Embora seja originária da América do Sul, as petúnias maiores e coloridas mais comuns encontradas hoje são resultado de cruzamentos realizados por ingleses e alemães, que resolveram melhorar o aspecto da flor pequena e frágil depois dos primeiros exemplares importados não terem agradado os europeus.

Com florescimento na primavera e verão, a petúnia apresenta flores de cores variadas, como vermelho, azul, rosa, laranja, salmão, púrpura e branco. Adapta-se muito bem a canteiros, vasos, jardineiras, cercas e forrações, que podem embelezar ao ar livre jardins residenciais, assim como praças e parques públicos, além de salas, escritórios, entre outros locais.

Pertencente à família Solanaceae, a mesma de pimentão, tomate e berinjela, a petúnia, apesar de ser perene, deve ser replantada a cada primavera para manter-se sempre florida. Como a propagação é feita por meio de sementes, exigindo dedicação e familiaridade no processo de semeadura, a compra de mudas favorece a realização de um plantio mais simples.

Como plantar petúnia

Como plantar

Sementes de petúnia podem ser adquiridas em lojas especializadas em produtos agrícolas. Para um cultivo mais rápido e fácil, opte pela aquisição de mudas de viveiristas idôneos e com referência. Antes de concluir a compra, verifique a finalidade de cada tipo escolhido, pois existem os adequados para plantio em vasos e em jardins. As petúnias ainda são divididas em grupos de acordo com o tamanho e a formação das flores.

Local: a incidência de sol pleno em parte do dia é importante para o bom crescimento da petúnia, porém, temperaturas muito altas podem murchar a flor – se próximas ou abaixo de zero, também podem matar. Certifique-se de que o plantio está em região com clima ameno e sem chuvas intensas frequentes, o que danifica as pétalas da flor.
 

Plantio: é indicado ser feito na primavera, época do ano em que é alto o nível de floração. A petúnia apresenta bom desenvolvimento em solos férteis, ricos em matéria orgânica e bem drenados, além de contar com adubação com muito ferro.
 

Espaçamento: é necessário, pelo menos, 30 centímetros entre cada flor plantada em solo sob meia-sombra na maioria das variedades de petúnia. Em área com sombra, a distância reduz para cerca de 22 a 25 centímetros. Há também petúnias pequenas, que precisam apenas de 10 a 15 centímetros entre elas, e as do tipo que se alastram, espaçadas próximas a 45 centímetros.
 

Adubação: aplique a primeira após três meses do plantio realizado, com volume adicional de ferro, elemento muito exigido pela planta. Pela manhã e com a petúnia na sombra, utilize um fertilizante foliar. Repita o procedimento mensalmente para garantir a saúde da flor. Em jardineira ou vaso, misture fertilizante de liberação controlada no solo. A matéria orgânica deve ser incorporada ao solo até a profundidade de 20 a 25 centímetros, o que pode ajudar a quebrar o solo argiloso, obter melhor drenagem ou aumentar a habilidade do solo arenoso conter nutrientes e umidades.
 

Cuidados: regue a base das petúnias de duas a três vezes por semana. Sem encharcar o solo, para evitar que as flores murchem ou surjam doenças, a irrigação deve ser diária no verão. Depois de geadas, como é difícil de recuperá-las, inicie um novo cultivo. Vulneráveis ao ataque de fungos, as folhas precisam ser observadas continuamente. Podas são necessárias somente para algumas variedades.
 

Produção: de acordo com a variedade e o tamanho do vaso, a petúnia floresce de 10 a 15 semanas após o plantio. Embora o ideal seria a venda das flores ainda em botões ou com uma ou duas unidades abertas para visualização da cor, os brasileiros dão preferência para a compra de exemplares completamente floridos.

Resumo

Solo: bem drenado, fértil e rico em matéria orgânica.
Clima: ameno.
Área mínima: pode ser plantada em vasos.
Florescimento: em média, de 10 a 15 semanas, dependendo da variedade e do porte do vaso.


Fonte Revista Globo Rural