20/05/2017

Como plantar erva-doce

Como Plantar Erva Doce


Como Plantar Erva Doce

Descrição

Uma das plantas mais utilizadas para o preparo de chás é o funcho (Foeniculum vulgare), nome pelo qual pesquisadores científicos tratam a popularmente conhecida erva-doce. Por ser uma das opções de bebida quente preferidas pelos brasileiros, é facilmente encontrada na versão de folhas secas e de sementes no varejo alimentício de todo o país. 

A erva-doce, além do preparo do delicioso chá,  também é usada como ingrediente para diferentes receitas culinárias. É aromatizante apreciado em bolos, pães, molhos e peixes, conferindo ainda aos pratos e alimentos um sabor especial. Ao natural, seus talos dão frescor e crocância às saladas, complementam caldos e são ótimos para mergulhar em patês quando cortados em tiras.

Indicada para aliviar problemas digestivos e flatulência e ajudar na diurese, já era, no século XII, na Alemanha, recomendada pela estudiosa de plantas medicinais, a abadessa beneditina Hildegarda de Bingen, para melhorar a digestão, o humor e a visão. A erva-doce tem propriedades antiespasmódicas, estimulantes e relaxantes, além de ser vermífugo e antirreumático. O chá feito das folhas ou sementes é dica de remédio usado há gerações para eliminar cólicas intestinais em bebês e crianças.

Como Plantar Erva Doce


Embora não haja evidências científicas, existem relatos de que a erva-doce é composta de nutrientes que auxiliam na produção de leite materno. Rica em vitamina C, além de conter vitaminas A e do complexo B, a planta contém fibras, cálcio, ferro, fósforo, potássio, cobre, sódio e zinco.

A erva-doce ainda é empregada na indústria de cosméticos para a fabricação de uma vasta gama de produtos. Empresta sua suave fragrância a sabonetes, cremes para o corpo, xampus e condicionadores, entre outros itens de perfumaria comercializados no mercado nacional.

Dotada de vários benefícios, diversas finalidades de uso e de cultivo fácil, a cultura pode contribuir para reforçar o rendimento financeiro mensal do agricultor. Pode ser plantada em pequenos espaços, junto a hortas e em qualquer região de norte a sul do país, dada sua boa adaptação ao clima variado do Brasil. Somente na primeira vez é preciso comprar as sementes, que, abundantes, não faltam para os cultivos subsequentes.
 
Pode ser plantada em pequenos espaços, junto a hortas e em qualquer região de norte a sul do país, dada sua boa adaptação ao clima variado do Brasil

Originária do Mediterrâneo, a erva-doce é uma planta que pode atingir até 2,5 metros de altura, dependendo da cultivar. Por isso, é bom apoiar o caule flexível com uma estaca, para evitar quebras com a incidência de ventos fortes. O comprimento das folhas pode se estender por 40 centímetros. Pequenas, as flores perfumadas atraem borboletas e abelhas.

Apesar de ser perene, a erva-doce é muitas vezes cultivada como planta anual ou bianual. Em regiões de clima quente, o plantio inicia-se durante o outono e, em áreas mais frias, nos meses da primavera, visto que as folhas e as sementes chegam ao ponto de colheita em momentos diferentes.

Como Plantar Erva Doce


Como Plantar

Início: As variedades de erva-doce se caracterizam pela finalidade de uso. A funcho-de-florença, ou erva-doce-de-cabeça, é ideal para o consumo do bulbo, tanto na versão crua ou grelhada quanto assada. Os caules mais grossos também são aproveitados na alimentação, como os talos do aipo (ou salsão). A funcho-bravo tem nas suas folhas delicadas seu principal produto, mas ainda oferece sementes de sabor licoroso, utilizadas como condimento.

Ambiente: Regiões de clima ameno ou moderadamente quente são as mais indicadas para o cultivo de erva-doce. A planta, no entanto, resiste a geadas leves. O local de plantio deve ser iluminado, recebendo luz direta por algumas horas do dia, o que ajuda na redução de ocorrência de pulgões, seu maior problema fitossanitário. Reserve espaço exclusivo para a cultura, pois a erva impede o crescimento de outras plantações. 

Plantio: Semeado em local definitivo, apresenta menos risco de não pegamento em comparação ao transplante de mudas. Contudo, se optar pelo uso de sementeira, faça o transplante quando a planta ainda estiver bem jovem, com no máximo quatro folhas. Como a erva-doce não tem bom desenvolvimento em solos muito ácidos, o pH indicado é na faixa de 6 a 7. A preferência é por solos bem drenados, férteis e ricos em matéria orgânica. Cultivos em vasos ou jardineiras, somente se possuírem profundidade acima de 30 centímetros, para assegurar espaço para o sistema radicular da erva-doce. Use solo leve e cascalho para drenagem.

Espaçamento: De 25 a 30 centímetros de distância entre plantas é o mais adequado para o cultivo de erva-doce. Elas devem ser cobertas com uma camada fina de solo, com cerca de 0,3 centímetro.

Cuidados com a planta:  Com regas frequentes, mantenha o solo úmido, sobretudo no período de germinação das sementes. Evite, no entanto, que fique encharcado. O florescimento precoce da erva-doce pode ocorrer com a falta de água. Principalmente nos primeiros meses de plantio, livre o local de plantas invasoras e concorrentes de nutrientes e de recursos do ambiente. Aplique um inseticida à base de piretrina para combater pulgões e moscas-brancas.

A colheita de funcho-de-florença ocorre após 80 a 100 dias depois do plantio. Faça a colheita antes de surgirem as inflorescências, para evitar que o sabor torne-se amargo. Corte a erva-doce a 2,5 centímetros do solo, altura que permitirá à planta rebrotar. Para colher as sementes, quando as flores estiverem marrom, chacoalhe firme o caule. Embaixo da planta, coloque uma tigela ou um tecido. Em seguida, deixe as sementes secarem e armazene-as em local fresco e escuro. Quando a planta atingir 15 centímetros de altura, devem ser colhidas as folhas que estiverem na parte superior.

Resumo

Solo: solos bem drenados, férteis e ricos em matéria orgânica, neutros.
Clima: ameno, tolera geadas eventuais.
Área: pode ser cultivada em vasos grandes.
Colheita: de 80 a 100 dias após o plantio, antes da florescência.


Fonte Revista Globo Rural

20/11/2016

Como plantar minimargaridas

Como Plantar Mini Margaridas


Como plantar mini margaridas


Descrição

Variedades de margaridas estão mais comuns em floriculturas, bancas de flores e outros pontos de venda de plantas no varejo. De cores e tamanhos diversos, em vasos ou em cortes, agradam a todos na decoração de diferentes ambientes, seja em residências, escritórios ou espaços públicos. Entre as mais de 20 mil espécies de margaridas, o equivalente a mais de 10% das flores existentes no mundo, as miniaturas se destacam pela graciosidade do porte reduzido dos botões.

Pequenas e delicadas, as margaridinhas, como também são chamadas na versão mini da flor, têm miolo amarelo, cercado por pétalas de diversos tons. Semelhante aos exemplares convencionais, se adaptam a qualquer clima e se proliferam facilmente, mesmo em solos mais secos. No entanto, terrenos com bastante matéria orgânica, boa capacidade de drenagem e estrutura dão suporte para garantir uma planta anual.

O ano inteiro de cultivo ainda é possível quando as matrizes são mantidas sob iluminação especial, porém, essa alternativa exige instalações e mão de obra especializada. Dependendo da variedade, as minimargaridas podem atingir até 1,2 metro de altura, em um ciclo de 13 semanas dentro de estufas.

Nas regiões Sul e Sudeste, as margaridinhas vegetam naturalmente no fim do verão e durante o outono, período em que os dias começam a ficar mais curtos e levam as plantas à floração. Fáceis de plantar, elas não precisam de desbaste de flores e galhos, pois a intenção do cultivo é mesmo obter uma grande quantidade de botões. Um plantio caseiro pode ser feito com base nas instruções das embalagens de sementes disponibilizadas pelos fabricantes.

Antigamente, as minimargaridas eram mais plantadas no campo, mas, ao longo dos anos, com a formação de vilas e cidades, as praças passaram a ser ornadas com espécies que poderiam ser cultivadas sistematicamente. Pertencente à família Compositae, as margaridas em miniatura possuem boa quantidade de pólen e néctar, atraindo muitos insetos polinizadores. 


Como plantar mini margaridas

Como plantar


Embora não seja difícil plantar as minimargaridas, é bom seguir orientações de quem já tem experiência no cultivo. Em pequenas quantidades, as variedades mais baixas podem ser plantadas a partir de sementes em vasos. Uma opção também é utilizar mudas compradas prontas de viveiristas com referências para o plantio de exemplares mais altos. Evite, no entanto, as que crescem muito, pois a altura pode dificultar a sustentação da planta, que acaba necessitando de um suporte.

Local e ambiente: É necessário que o plantio ocorra em local com boa incidência de sol, até mesmo pleno durante todo o dia. Em regiões de clima subtropical, as minimargaridas costumam ficar dormentes durante o inverno. Se não forem protegidas em períodos de geadas, podem ser danificadas. Em estufas, o plantio deve contar com ventilação.

Plantio: As instruções para o plantio a partir de sementes estão, em geral, apresentadas pelos próprios fabricantes nas embalagens. No caso de mudas, indica-se o uso de sementeiras em local com luz e temperatura amenas. Para evitar competição entre mudas, coloque-as em sacos individuais. Após uma semana, são transplantadas para canteiros com um metro de largura. O local deve ter pouco vento e sol direto até o entardecer. Iluminação e regas constantes permitem o bom desenvolvimento das minimargaridas nos primeiros 30 a 45 dias.

Adubando: Recomenda-se solo rico em matéria orgânica, com boa drenagem e adubação com fórmula 4-14-8 (N-P-K). A cada semana reponha quantidades de nitrogênio e potássio, caso ambas as substâncias não sejam fornecidas pelo esterco curtido utilizado. Encerre a adubação quando os botões estiverem bem formados.

Cuidados: Para o controle de pragas e doenças, é importante adotar medidas preventivas e que não agridam o meio ambiente. Contudo, certos ataques só podem ser combatidos com o uso de inseticidas. Coloque uma planta doente ou atacada em um saco plástico bem fechado e com jornal umedecido dentro. Leve o material para um agrônomo ou técnico da área analisar e identificar o produto adequado para aplicação. Também retire ervas daninhas e folhas manchadas da plantação e verifique se há necessidade de ventilação, devido à umidade em excesso próxima ao solo.

Floração: De sete a dez dias é o tempo que se leva para germinação, crescimento e transplante da muda para o campo. A partir daí, mais 12 a 13 semanas são necessárias para se completar o ciclo da cultura. O surgimento de botões é visível a olho nu e o aparecimento de cores neles indica o desenvolvimento das hastes florais. A comercialização de plantas com botões fechados favorece as vendas no mercado, principalmente as que possuem tons mais comuns, como branco, amarelo, nuances de vermelho e misturas variadas. 


Resumo

Solo: areno-argiloso, fértil, rico em matéria orgânica e bem drenado
Clima: quente e não tolera geadas
Área: pode ser cultivada em vasos
Colheita: de 50 a 60 dias após o plantio


Fonte Revista Globo Rural

Como plantar alecrim

Como Plantar Alecrim - Como Cultivar


Como plantar alecrim

Descrição

Desde a antiguidade o alecrim (nome científico - Rosmarinus officinalis L.) é conhecido pelos benefícios que oferece à saúde humana. Na Grécia antiga, época em que a espécie era considerada fortificante para o cérebro e para a memória, estudantes gregos chegavam a usar ramos da planta atrás da orelha para se sair bem nos exames escolares.

Rico em substâncias como pineno, cânfora, borneol, cineol, ácidos orgânicos, saponinas e taninos, o óleo essencial do alecrim é utilizado para ativar a circulação sanguínea, no combate a hemorroidas e depressão e como antisséptico e antioxidante. Misturado com pedacinhos de gengibre, o chá de alecrim alivia a inflamação e o ardor de gripes e resfriados.

Arbustiva, ramificada, lenhosa e perene, a árvore do alecrim chega a atingir até 2 metros de altura e pode produzir por mais de 10 anos. Originária da região costeira do mar Mediterrâneo, foi trazida para cá pelos colonizadores europeus. A planta, pertencente à família botânica Lamiaceae, tem gênero botânico derivado do latim ros marinus, que significa “orvalho do mar”.



Aproveitamento

Para quem não tem tempo para se dedicar à cultura, o plantio de alecrim é uma boa escolha. Por ser tolerante à seca, pode passar até três dias sem receber regas, possibilitando ainda seu cultivo em locais áridos e pedregosos. Plantios em pequenos espaços, como jardineiras ou vasos de tamanho médio e grande, são alternativas que agradam, pois deixa o alecrim sempre à mão para pegar um galhinho na hora de acrescentar no preparo de uma refeição ou de um chá. 

Entretanto, exemplares plantados em solo apresentam melhor desenvolvimento.
A planta também tem uso na indústria cosmética, de perfume e de produtos de higiene pessoal. O aroma característico do alecrim apresenta ação repelente a insetos. Na cozinha, dá um toque de frescor no tempero de diferentes tipos de carnes, batatas, tomates, abobrinhas, berinjelas e outras hortaliças. É ainda apreciado como ingrediente de omeletes e aromatizador quando acondicionado em frascos de vinagres e azeites.

Vigorosa em locais bem iluminados, a florada do alecrim oferece alimento para a abelha, permitindo ao inseto a produção de mel de ótima qualidade. De tonalidade rosa, azul ou violeta, as flores dão a opção de a planta ser cultivada para ornamentação de jardins e ambientes que tenham incidência de raios solares.


Como plantar alecrim
 
Como Plantar
 

Geralmente produzidas em viveiros de plantas ornamentais, as mudas de alecrim podem ser facilmente encontradas no mercado de flores de centrais de abastecimento. Há empresas que produzem mudas por meio de micro-propagação, cujos exemplares são mais indicados para plantios em larga escala. Se a intenção for adquirir sementes, podem ser compradas no varejo agropecuário, inclusive via internet. Porém, seja qual for o material e independente da origem, deve ser de boa procedência e isento de contaminações.

Local: Desde que não tenha temperaturas extremas, o clima pode ser variado para o plantio de alecrim. Temperado e tropical, no entanto, são os preferidos pela cultura. É bom evitar locais com excesso de umidade, já que o alecrim enfrenta dificuldades para se desenvolver em regiões com muita chuva. A planta gosta principalmente de luminosidade, por isso deve receber luz solar diretamente por, pelo menos, cinco horas diárias.

Método: É melhor propagada através do plantio de "ponteiros" (estaquia) de 10 a 15 centímetros diretamente no substrato. Mantenha o solo bem úmido até o enraizamento, o que leva de um a dois meses em regiões onde o inverno é ameno e cerca de um ano, onde é frio. A muda deve permanecer em viveiro até o transplante em local definitivo. A época mais indicada é entre os meses de setembro e novembro em solo areno-argiloso, leve, bem drenado e com pH neutro ou pouco alcalino, entre 7 e 7,8.

Espaçando: Recomenda-se 0,8 metro entre plantas. Em cultivos de alta densidade, pode variar de 0,8 a 1 metro por 0,5 a 0,8 metro. Use covas de 15 x 15 centímetros com 1,2 quilo de composto ou esterco.

Cuidados: Regas podem ser aplicadas logo no início do plantio e enquanto o alecrim é jovem. À medida que se desenvolve, porém, passe a diminuir a frequência com a finalidade de manter o solo levemente seco. Como o alecrim não tolera terrenos encharcados, a irrigação deve ser esparsa. Apesar de a poda não ser necessária para a saúde da espécie, o corte de alguns centímetros dos galhos na primavera ajuda a manter o formato da planta.

Floração e produção: O alecrim está pronto para ser colhido cerca de 90 dias após o início do plantio. Contudo, o ideal é que se espere até o segundo ou terceiro ano de cultivo, quando estiver bem formado. Durante a primavera, retire da planta a 15 centímetros do solo 50% dos ramos, no máximo, limite que não prejudica o desenvolvimento da planta. Se o interesse for colher duas vezes ao ano, uma colheita deve ser no outono na metade superior do alecrim e a outra, na primavera a 50 centímetros do terreno.


Resumo

Solo: areno-argiloso, leve e bem drenado
Clima: temperado e tropical
Área mínima: pode ser plantado em jardineiras e vasos


Fonte Revista Globo Rural

Como plantar hortênsia


Como plantar calêndula

Como Plantar Calêndula - Como Cultivar


Como plantar calêndula

Descrição

A calêndula é uma planta que depende de muitas horas de exposição direta ao sol, a calêndula (nome científico - Calendula officinalis) encontra aqui clima e ambiente ideais para o seu desenvolvimento. Para o produtor, a vantagem está na boa aceitação do mercado pela flor decorativa. De coloração amarela ou laranja, compõe vasos e forma maciços em canteiros de jardins.

Sensível à falta de água, a calêndula pode ter a produtividade comprometida durante estiagens. Por isso, o plantio da flor demanda sistemas de irrigação nas áreas onde ocorrem períodos de seca. O controle de pragas e doenças deve ser realizado com produtos registrados para a cultura. Para o cultivo orgânico, há inseticidas e fungicidas alternativos e sustentáveis disponíveis no mercado.

Propriedades

 
A calêndula ainda é aproveitada pela sua extensa lista de propriedades consideradas popularmente como fonte de benefícios à saúde. Com as pétalas, faz-se um chá que ajuda no combate a úlceras, colite e outras doenças do estômago. A bebida também contribui no tratamento de conjuntivite, dores de garganta e gengivas infectadas. A combinação de folhas e flores friccionadas é indicada para acelerar cicatrizações, procedimento que médicos nos campos de batalha durante a guerra civil americana adotaram para tratar ferimentos de soldados.



Como plantar calêndula

Como Plantar

 
Início: Mudas prontas podem ser adquiridas de viveiristas ou pode-se fazer a semeadura das sementes em bandejas de 72 ou 128 células. Quando as mudas estiverem com dois pares de folhas e com cerca de 10 centímetros de altura, estão prontas para o transplante no campo. As variedades disponíveis para plantio incluem calypso laranja, candyman laranja anã, bon bon e erfurter orangefarbige, que não é indicada para a extração de óleo.

Local: Tem bom desenvolvimento em locais com alta luminosidade, principalmente onde há sol pleno. Indica-se, pelo menos, quatro horas de exposição direta aos raios solares. Adapta-se bem a diferentes climas e tolera o frio, porém, não resiste a temperaturas extremas.

Plantio: A semeadura deve ser realizada nos meses de julho a agosto. Para cultivo em larga escala no campo, recomenda-se o acompanhamento de um profissional da área. O solo deve ser fértil e bem drenado, com alto teor de matéria orgânica, profundos e permeáveis. O espaçamento deve ser de 0,50 metro entre as linhas e 0,30 metro entre as plantas no campo.

Em vasos: Para cultivo em vaso ou jardineiras, misture parte de terra comum de jardim com uma parte de terra vegetal e duas partes de composto orgânico. Regue regularmente, pois é importante mantê-lo úmido. Pode ser dia sim, dia não, mas todos os dias durante os meses mais quentes. Contudo, não pode ser encharcado, condição que apodrece as hastes e também permite o ataque de doenças fúngicas.

Adubação: Deve ser equilibrada, fundamental para a obtenção de plantas saudáveis e produtivas. É importante assegurar o desenvolvimento da calêndula incorporando adubação nitrogenada. A adição ao solo de nitrogênio e de fósforo, na forma de ureia e de superfosfato triplo, possibilita a obtenção de plantas mais altas e maior produção de flores.

Cuidados: Com pragas como pulgões, ácaros-da-aranha, tripés, folha-mineiros, gafanhoto e lesmas. A calêndula também é suscetível ao ataque de vários tipos de murchas, doenças que causam a destruição da planta contaminada. Podem ainda ocorrer outras enfermidades como podridão de raiz e mofo.

Floração: A calêndula floresce quase todo o ano, exceto em períodos de estiagem. A floração mais intensa ocorre no final da primavera até no final do verão. As flores abrem ao nascer do sol e fecham ao entardecer e, dependendo do ambiente, suas estruturas florais podem ter variações de cor e tamanho. A colheita deve ser feita em plena floração.

Resumo

Solo: fértil
Clima: tolera frio, mas prefere dias ensolarados
Área mínima: pode ser plantada em vaso ou floreira
Colheita: quando as flores estiverem plenamente abertas


Fonte Revista Globo Rural